Como dizia a minha avó…

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Bom como dizia a minha avó, Deus ajuda a quem cedo madruga, mas hoje não sei como o Cara lá de cima vai fazer, pois é feriado e de nada adianta acordar cedo. As portas das farmácias estão abaixadas, os portões das escolas estão trancados, os supermercados não abrem, a maioria das lojas estão fechadas, ou seja, tanto para trabalhadores como para estudantes nada melhor que um bom feriado e daqueles bem prolongados para poder relaxar, mas aqui no Brasil já deveria ser instituído como dia útil.
Que me desculpe os que se esmeram em transformar todos os dias do ano em feriado, mais haja santos para se homenagear e quando não são santos é dia de tudo, dia do professor, de Tiradentes, do índio, da consciência negra, da proclamação da República, do funcionário público, dos mortos, dos vivos, crianças, idosos, quase vivos, sogra, sogro, pai, mãe, tio, tia, papagaio, periquito… Paro por aqui, não conseguirei citar os restantes, cada dia que passa se cria mais um.

O problema nem é em si os feriados, mas os enforcamentos que nós brasileiros damos o jeito de atribuir ao cotidiano verde amarelo. Por exemplo, sempre que o feriado cai numa quinta temos a desculpa de arredondar por assim dizer. É a tão famosa e abençoada enforcada. E o que seria o ponto facultativo? Nem entre nós conseguimos classificar o que seria, só sei que é mais um dia de descanso em grande parte do país. O Brasil por ser uma República federativa cada Estado tem sua autonomia, é o que dizem, então cabe a cada um deles decidirem seus pontos facultativos. Por isso a razão de datas comemorativas, taí o dia do evangélico exclusivo da capital, e onde ficam os judeus, católicos, espíritas, mulçumanos, ateus ou atoas, hindus, pai de santos e adeptos do candomblé espalhados por esse país?

Como o nosso pão de cada dia, temos os tradicionais como o natal, réveillon, páscoa e é claro o inconfundível e insubstituível carnaval. Na teoria são cinco dias, mas felizes os que nascem na sagrada e profana Bahia onde em vez de cinco dias a folia dura pra lá de 10 dias e nas palavras do poeta “na Bahia só não vai atrás do trio quem já morreu”.

Como dizia a minha avó, o trabalho enobrece o homem, talvez seja por isso que a nobreza esteja escassa, assim como o próprio trabalho.
Por Luciano Franklin

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