Linguagem de sinais proporciona melhor qualidade de vida a deficientes em Brasília

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Emerson Viana

        A língua brasileira de sinais, mais conhecida como Libras, tem sido a alternativa utilizada pelos portadores de deficiência em Brasília como forma de inclusão social. Várias instituições oferecem cursos que possibilitam a inserção em instituições de ensino superior, no mercado de trabalho ou mesmo a uma saudável convivência social.

        Uma das instituições é a APADA (Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos do DF). Nela, são prestados serviços educacionais e de saúde bem como assistência social e cultural. A associação, fundada em 15 de março de 1975, é uma entidade civil, filantrópica, assistencial e educacional sem fins lucrativos. Através de parcerias com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC, os alunos são capacitados e encaminhados para o mercado de trabalho.

        A língua brasileira de sinais começa a conquistar um maior espaço na televisão. Em programas que não dispõe do recurso “Closed Caption” que apresenta legendas de tudo o que está sendo falado, a Libras surge como opção. Alguns canais apresentam um tradutor junto com a informação da faixa indicativa. Nos horários políticos todos os partidos utilizam intérpretes da língua de sinais. Para a psicóloga Luciana Sherman, especialista em deficiência auditiva, “a tecnologia é uma aliada na inclusão de pessoas com deficiência”.

        As conquistas têm alcançado também o ensino superior. Instituições oferecem recursos para uma melhor adaptação dos deficientes à realidade acadêmica. Tudo isso com o respaldo governamental do Ministério da Educação (MEC). Por meio da portaria n° 3.284 de 07/11/2003 são estabelecidas orientações normativas às instituições de ensino superior, como, por exemplo, a necessidade de um intérprete e a flexibilidade na correção das provas. Além disso, também são estabelecidas novas regras para autorização, reconhecimento e renovação das instituições a fim de garantir o acesso à educação.

        Antes desta portaria do MEC o governo já havia acenado de forma positiva as reivindicações dos portadores de deficiência. Em 2002, a comunidade surda brasileira pode comemorar uma importante conquista: a regulamentação da Lei n° 10.436, de 24 de abril de 2002. Nela, a língua brasileira de sinais é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão. Esta regulamentação garante direitos sociais antes negados e possibilita meios mais efetivos de desenvolvimento sócio-cultural.

        Essa pequena revolução social tem sua origem a partir do reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação e expressão entre as comunidades de pessoas surdas no Brasil. Atualmente é de grande importância na comunicação no território nacional brasileiro, sendo utilizada por mais de cinco milhões de pessoas. É baseada na Língua de Sinais Francesa e apresenta semelhanças com outras línguas de sinais européias e norte-americanas. Como toda língua, a Libras possui uma gramática própria. Sendo assim, não basta apenas conhecer os sinais, é preciso aprender as combinações dos movimentos e pontos de articulação, locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos.

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