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31 agosto 2007

Mudanças no visual feminino

A evolução da moda a partir da década de 60

Por Natalia Valle Lacerda

        O que poderíamos chamar de “nova moda” é uma mistura de estilo retrô com a modernidade: saias e vestidos balonês, saltos finos e altos, cabelos longos, mas não tão escorridos como antes.  “A mulher não faz mais o estilo mocinha submissa, hoje em dia, ela pode e deve ser decidida e batalhadora” – descreve o estilista Fause Haten.

        A moda está muito associada à cultura, estilo musical e hábitos de cada época, e podemos perceber como as tendências mudaram, tanto nas formas quanto nos estilos. Hoje em dia a mulher é muito mais irreverente comparando aos tempos antigos, pois até mesmo no contexto cultural, ela conquistou seu espaço. O estilo de roupas que são usadas na atualidade é completamente diferente dos modelos usados da década de 60 em diante, onde a mulher começou a buscar mais a sua independência. Os modelitos longos que deixavam o corpo quase todo coberto foram perdendo espaço para as saias curtas e calças jeans coladas para marcar e exibir mais as formas do corpo feminino.

        Para demonstrar o quanto os acontecimentos refletem na cultura e na moda, no inicio da década de 60, tivemos a Corrida Espacial e a Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética. E essa época foi marcada pelas peças de roupas futuristas e inspiradas na Pop – Art.

        Em seguida, na década de 70, com a consolidação do movimento hippie, as pessoas começaram a se adaptar às muitas sobreposições, ou seja, a moda era usar “tudo junto”; para alguns, quanto mais disparate a combinação, melhor. Mas essa época foi realmente marcada pela volta do salto plataforma. As mulheres andavam com uns sapatos extremamente altos, às vezes até correndo riscos. Junto ao movimento veio o estilo Discoteca, que é lembrado até hoje pelas suas cores fortes, brilhos e formas.

        A calça jeans teve seu ápice nos anos de 1980, quando o que estava na moda era o exagero. Toda mulher tinha que sair com a maior quantidade de jóias e acessórios possíveis para mostrar seu poder. A cintura alta e ombros marcados por ombreiras eram a silhueta de toda a década, ao lado de pregas e drapeados para a noite ou dia. Mas a saúde e o esporte eram extremamente valorizados, isto é, quanto mais o corpo estivesse em forma, mais a mulher poderia “abusar” dos collants e das calças justas.

        Já a moda íntima teve seu avanço com o lançamento de jeans coloridos e blusas do tipo “segunda-pele”, colocando as lingeries em evidência na década de 90, que foi marcada pela diversidade de estilos em uma convivência harmônica. A moda seguiu cada uma dessas tendências, produzindo peças para cada tipo de consumidor e para todas as ocasiões. Já na segunda metade da década, a moda passou a buscar referências nas décadas anteriores, fazendo releituras dos anos 60 (cores claras, tiaras) e em seguida dos 70 (plataformas em tamancos e modelos fechados, geralmente desproporcionais), tudo mesclado a modismos dos anos correntes.

        Essa seqüência de releitura no final dos anos 90 não foi interrompida, pois do ano de 2000 até hoje, os estilistas tentam trazer os anos 80 e as lembranças da década de 50 para o mundo da moda.

        A busca pelo novo é uma tendência da modernidade, como a mistura de tendências antigas com toques pessoais futuristas, seja usando várias camadas de diferentes tecidos leves, pesados ou ainda grotescos para modificar o estilo a que todos estão acostumados. É por isso que existem tantos concursos de moda para descoberta de novos talentos, abrindo portas para estilistas recém chegados no mercado.


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